мє αηd мysєłf

мє αηd мysєłf

Agora só escuto teu som de anjo
E na letra miúda do teu querer-me
Recolho-me em tuas asas
Sou só um retalho de sonho
Num céu abstrato- um verso profano-

A dor é bela e sentida
Um mar de ondas de veludo
O archote é luz esbatida
Num peito que chora
Apenas a descrença da sobrevida
Anseio-te e é dor medrosa
Um rasgo na pele
Um talho de solidão ferida.


Na calada da noite sinto a tua vigia,
Que pulsa em todo o meu ser,
Que ecoa com os sons mais frios da poesia,
Nas lacunas da escuridão do meu querer…


E são constantes os toques do meu viver,
Que queimam inspirando o teu olhar,
Que obriga o meu corpo a morrer,
Pelo veneno que escoa no beijo que me queres dar,
Com o sangue entoando o ofuscar.


Verti outrora lágrimas com a loucura a desabrochar,
O pano caía e eu mais e mais queria,
Desse olhar que me esmagava ao tentar violar,
Que bebia todo o sangue com a ousadia,
De um insano que me desejava acordar!


Na calada da noite já senti vezes sem conta a tua vigia,
Sem se quer me importar,
Quem precisa de anjos e da alegria?
Contigo são incoerente que me quer sugar,
Toda a vida por um desprazer que anseio optar!

'Você se foi e nos deixou só saudades...'

Me and Myself

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Hoje,
Sou criança num corpo crescido...
Navego imensa com as velas içadas,
Sobre um oceano
nem sempre calmo e tranquilo,
nem sempre colorido e divertido
mas tão meu...

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