мє αηd мysєłf

мє αηd мysєłf




Teu silêncio é umα lâminα αfiαdα com α quαl todos os diαs cometo suicídio...
Teu silêncio me diz que sou frαcα...que sou nαdα...
(teu silêncio tem rαzão)
Teu silêncio são vogαis que flutuαm entre αs sombrαs do meu quαrto...
são frαses que me αssombrαm quαndo cerro meus olhos
Teu silêncio gritα teu nome nαs nervurαs dα minhα pele
(teu silêncio dilui-se em meus brαços) e sugα-me o fôlego...
Teu silêncio são chαmαs que se projetαm no meu cenário αbstrαto...
o teu silêncio é um sussurrαr que se desprende dos teus lábios
mudos e pousα em todα α extensão do meu corpo
– teu silêncio é umα nuvem que dissipα-se em minhαs lembrαnçαs
(cαusαndo-me αlucinαções)
Teu silêncio é α tuα αusênciα em mim...
ele evαporα meus oceαnos e αpαgα αs constelαções
(que existem em nós)
Teu silêncio beijα meu rosto
todos os diαs com lábios frios e sem voz...

"Há silêncios que ecoαm nos ouvidos e α tuα voz cortαnte dilαcerα os sentidos.
Um poemα dorido e profundo"


O que sai de mim
Vem do prazer
De querer sentir
O que eu não posso ter
O que faz de mim
Ser o que sou
É gostar de ir
Por onde, ninguém for...













 
Na morada sombria
Minha alma escondia
Saudades...
Dor perda e agonia
E toda mascara caia
Não...não era magia
Ou mesmo verdades
Uivando ao luar
Cuspindo heresias
Tal qual escarro no ar
Nascia a minha poesia.






Onde nos caberá saber,
Se o sol e a lua, um dia juntos vão aparecer?
Até os contos afirmam, que essa união é impossível.
Só cabe ao tempo ajudar...
Formando um eclipse lunar;
Onde a junção do quente e do frio
Nos faz parar, e olha e olhar e olhar...

Encantamento frio
Sentimento quente
Tudo envolve tudo
Tudo é envolvente
Mas todos sabem que isso não é pra sempre
Eles sabem que isso não há de durar
Pois o sempre nunca vai juntar
O que é de muita chama
E o que é frio de matar

Então a lua se apaixona pelo mar
E o sol, só continua a iluminar
Transformando os dias tórridos,
Com fins de secar o mar
E a lua voltar para ele
Nos encontros do eclipse luar.


Não pense que te esqueci
Se não me vê ao luar
é que em algum lugar
me escondi da tua presença
Tudo se tornou impossível
e não posso mais te descobrir
Imagino-te com o pensamento
te apalpo, te beijo
Mas você não sabe
que a brisa
que sentes ao entardecer
é o assopro que lhe dou
talvez na esperança de que
não vás me esquecer
Escondi-me atrás do medo
te deixei ai de lado
mas te penso todo dia
te imagino comigo deitado
no gramado a contemplar
o céu estrelado


Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar

Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.

O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...

Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.

Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.

Cecília Meireles


Nunca eu tivera querido
Dizer palavra tão louca
Bateu-me um vento na boca
E depois no teu ouvido
Levou somente a palavra
Deixou ficar o sentido

 
O sentido está guardado
No rosto com que te miro
Nesse perdido suspiro
Que te segue alucinado
No meu sorriso suspenso
Como um beijo malogrado

Nunca ninguém viu ninguém
Que o amor pusesse tão triste
Esta tristeza não viste
E eu sei que ela se vê bem
Só se aquele mesmo vento
Fechou teus olhos também

Cecília Meireles



Não sei que tempo faz, nem se é noite ou se é dia.

Não sinto onde é que estou, nem se estou. Não sei de nada.
Nem de ódio, nem amor. Tédio? Melancolia.
-Existência parada. Existência acabada.

Nem se pode saber do que outrora existia.

A cegueira no olhar. Toda a noite calada
no ouvido. Presa a voz. Gesto vão. Boca fria.
A alma, um deserto branco: -o luar triste na geada...

Silêncio. Eternidade. Infinito. Segredo.

Onde, as almas irmãs? Onde, Deus? Que degredo!
Ninguém.... O ermo atrás do ermo: - é a paisagem daqui.

Tudo opaco... E sem luz... E sem treva... O ar absorto...

Tudo em paz... Tudo só... Tudo irreal... Tudo morto...
Por que foi que eu morri? Quando foi que eu morri?

Cecília Meireles

Me and Myself

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Hoje,
Sou criança num corpo crescido...
Navego imensa com as velas içadas,
Sobre um oceano
nem sempre calmo e tranquilo,
nem sempre colorido e divertido
mas tão meu...

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