"Tenho saudades tuas.
Saudade de sentir a tua falta em noites de verão, quentes e secas, em inexistentes verdades...
E sinto falta de te idealizar, em toques ou olhares. Apenas, alimentando um devaneio pseudo amoroso... ainda assim, sinto saudades da saudade que tinha em sentir a tua falta. E no entanto, tenho saudades tuas.
E talvez isto seja um sonho muito longo e eu não queira acordar. E se, porventura, acordar, não poderei despedir-me da saudade... Não dizer-te adeus e nunca mais te ver, provoca-me uma revolta nostálgica.
E, quem me dera poder escrever uma carta ao passado... e pedir-lhe, em suplícios, que retorne e transforme tudo em pequenos momentâneos de querer, de proibições. De fruto-proíbido.
Mas que volte! Para sentir-te, mais uma vez, ter-te aqui, perto. E mais tarde, criar uma saudade na tua ausência... para que permaneças intemporal, em nostalgias e saudades. E no fundo, isto tudo porque... tenho saudades: Saudades de ti. "



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