мє αηd мysєłf

мє αηd мysєłf

                              Um Ausente
             
             
                Tenho razão de sentir saudade,
                tenho razão de te acusar.
                Houve um pacto implícito que rompeste
                e sem te despedires foste embora.
                Detonaste o pacto.
                Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
                de viver e explorar os rumos de obscuridade
                sem prazo sem consulta sem provocação
                até o limite das folhas caídas na hora de cair.
                Antecipaste a hora.
                Teu ponteiro enloqueceu, enloquecendo nossas horas.
                Que poderias ter feito de mais grave
                do que o ato sem continuação, o ato em si,
                o ato que não ousamos nem sabemos ousar
                porque depois dele não há nada?
                Tenho razão para sentir saudade de ti,
                de nossa convivência em falas camaradas,
                simples apertar de mãos, nem isso, voz
                modulando sílabas conhecidas e banais
                que eram sempre certeza e segurança.
                Sim, tenho saudades.
                Sim, acuso-te porque fizeste
                o não previsto nas leis da amizade e da natureza
                nem nos deixaste sequer o direito de indagar
                porque o fizeste, porque te foste.

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Me and Myself

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Hoje,
Sou criança num corpo crescido...
Navego imensa com as velas içadas,
Sobre um oceano
nem sempre calmo e tranquilo,
nem sempre colorido e divertido
mas tão meu...

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