мє αηd мysєłf

мє αηd мysєłf

Nel buio della sera 
rivedo la luce dei tuoi occhi
che incrociava il mio sguardo,
rivedo il tuo sorriso
velato di tristezza
che nascondeva la sofferenza,
rivedo quelle lacrime
che rigavano il tuo viso
asciugate in fretta...
Nel buio della sera
rivedo te,dolce angelo mio,
che mi sei accanto
a farmi compagnia
per colmare quel vuoto
che hai lasciato.


La fine del giorno Sotto una luce bigia, senza posa,
senza ragione, si contorce e incalza
danzando, spudorata e rumorosa,
la Vita: così, poi, quando s'innalza

voluttuosa la notte all'orizzonte,
e tutto, anche le fami, in sé racqueta,
tutto annuvola e spegne, anche le onte,
"Eccoti, alfine!" mormora il poeta.

"Pace ti chiede il mio spirito ed ogni
mia fibra, pace, e null'altro elisire;
ricolmo il cuore di funebri sogni,

vo' stendere le mie membra supine
nella frescura delle tue cortine
e quivi sempre, o tenebra, dormire!"
Baudelaire




Há uma continuidade de sons intercalados por um silencioso gemido...
 Por uma súplica ardente... e por uma saudade persistente...
Há um mistério no sussurro do vento, na revoada dos pássaros e no barulho da tempestade...
Há uma melancolia no olhar que se perde tentando alcançar as estrelas... ...
Tentando elevar as mãos em ação de graças...
Há um espaço vazio nas nossas almas que tenta tocar o infinito e que se atormenta nos contratempos das opções...
Há a sensação de um vazio crescente e de um sutil desespero...
Há inquietação nas folhas e fracasso na colheita do sangue...
Há desenganos e atropelos... Descontinuidade e incertezas...
Há um clamor nas nuvens que acena na despedida distante e disfarçada...
Há ternura amargurada e cansada, tombando enfastiada...
Há uma imagem retalhada e esmagada pelas pegadas e trovoadas...
Há sonhos e acalantos...
Há dor, muita dor... só dor!...





Uma caixinha de surpresas
Um universo paralelo

Sou a luz tentando passar
E então vem você, buraco negro
Para me atrair, me prender e me fazer desaparecer

Você é a teoria do caos
E aplicação do caos em meu mundo
Mais intenso que o campo magnético dos buracos negros
Mais brilhante que a explosão de uma super nova
Incandescente como os cometas a cair na atmosfera

Você é a dilatação do meu tempo e espaço
Perco a noção dos minutos
Perco o meu chão

Você é o anti-eu
Que um dia colidirá
E tudo estará acabado

Força invisível que molda o universo
Sentimento invisível que molda as pessoas



 Acredita que tinha um aroma?
Vê-lo era uma expectativa tão boa
A viagem toda se passava num coma
Como num passeio de barco ou canoa.

E preparava-me no quarto marcado
Geralmente num hotel simples
Esperava anciosa estar logo ao seu lado
Nada importava se temos mais que vinte.

Lembro-me da noite quente a primeira visita
E saímos afoitos atrás de um lar um leito
Você feliz como quem não acredita
E lembro tudo quando à noite deito.

Lembro do banho aguardando a ti
Pensava nos meios de você sentir-se amado
Você falava dormindo, ao lembrar sorri
E as mãos nas minhas sempre entrelaçadas.

Suas mãos brancas destoando as minhas
Minhas lembranças recocheteando todas
O medo e a dor sempre me avizinha
Quando aquele sonho insiste vir à tona.

Hoje guardo luminosidades e sombras
Naquele tempo estava estranha e confusa
Hoje sei bem que sua falta me assombra
Mas recomeço esquecendo esse futuro obtuso. 




Na calada da noite
Fala a voz da minh'alma
Que insone flutua
Na inquietude da calma

No silêncio ensurdecedor
A alma perambula aflita
Busca motivos concretos
Para embalar essa vida

As marcas ficam visíveis
As indagações reaparecem
As sombras viram fantasmas
E no palco se aquecem

A noite é um cenário
Para o implícito atuar
Pois a luz do dia esconde
O que a escuridão quer mostrar

A noite retira a máscara
Que a alma usou pelo dia
Pois há de querer descanso
Para disfarçar a agonia

E o corpo quer dormir
Mas a alma quer vigília
E nessa briga pacata
Tem início um novo dia



Quem poderá me dizer
O que há nas entrelinhas
De cada dia que se faz noite
E de cada noite que se faz dia?
O que será que acontece
Na fronteira do encontro
Onde a noite apaga a luz
E o dia acende a noite?

Quem poderá me dizer
O que há nas entrelinhas
De cada estrela cadente
Que se cansa do lugar?
O que será que acontece
Na fronteira desse encontro
Onde o lugar que era ausente
Ganha um brilho reluzente?

Quem poderá me dizer
O que há nas entrelinhas
Do instante que é passado
Quando há pouco era presente?
O que será que acontece
Na fronteira do encontro
Onde o futuro se faz presente
Pra ser arquivo no passado?



As vozes interiores acordam num domingo de céu letárgico que se reversa entre sol e nuvens chorando lágrimas passageiras.
Olho em volta e me percebo numa outra parte de mim.
Observo-me! Sou presença num lugar infinitamente cheio de labirintos com passagens de flores.
Sinto a presença de partes de mim não conhecidas que fazem redemoinho diante da minha perplexidade.
Chegam imagens de sonhos desconexos e agonizo para lembrar outras partes do quebra-cabeça da viagem do sono.
Só uma presença calma e aflita se faz presente na imensidão da particularidade do meu ser.
Fico um pouco em recorte suspenso transcendendo o infinito.
Não sinto a existência! Não sinto nada! Não sinto tudo! Apenas, não sinto!
Momento oportuno para um domingo que ganha feições de um dia qualquer , num momento qualquer, numa hora qualquer...


No vazio de toda noite
me sinto tão livre,tão liberta
não preciso mais daquela foice
agora estou com a mente aberta.

A lua em silêncio me observa
a brisa leve toca meu rosto
esse é o paraiso que me reserva
a parte de minha vida que tenho gosto.

É nesse maravilhoso momento do dia
que desperto meu ser escondido
me livro de toda melancolia
e me entrego ao sentido proibido.

Quando o dia volta a raiar
começo de novo a ver rostos
rostos que gostam de enganar
com suas falsidades e injurias que dão desgosto.

Por isso prefiro a noite perambular
pois assim não haverão rostos com os quais odiar!


 A menina girou pelo mundo.
Não encontrou seu pranto da
lágrima desnudo.
Cantou no seu mundo
esdrúxulo.
Pulou no seu sepulcro
invisível.
Mas quando sua alma um
salto deu no abismo,
Seu corpo estremeceu…E o seu choro morreu
mudo.

Bixiga Amore Mio: O Museu Memória do Bixiga inicia campanha para sua...: Fundado em 1981 por Armando Puglisi o "Armandinho do Bixiga", e Paulo Santiago, o Museu Memória do Bixiga é considerado o primeiro museu ...






My eyes seek reality
My fingers seek my veins
There's a dog at your back step
He must come in from the rain
I fall 'cause I let go
The net below has rot away
So my eyes seek reality
And my fingers seek my veins

The trash fire is warm
But nowhere safe from the storm
And I can't bear to see
What I've let me be
So wicked and worn

So as I write to you
Of what is done and to do
Maybe you'll understand
And won't cry for this man
'cause low man is due

Please forgive me

My eyes seek reality
My fingers feel for faith
Touch clean with a dirty hand
I touched the clean to the waste

The trash fire is warm
But nowhere safe from the storm
And I can't bear to see
What I've let me be
So wicked and worn

So as I write to you, yeah
Of what is done and to do, yeah
Maybe you'll understand
And won't cry for this man
'cause low man is due

Please forgive me
Please forgive me
Please forgive me

So low the sky is all I see
All I want from you is forgive me
So you bring this poor dog in from the rain
Though he just wants right back out again

And I cry to the alleyway
Confess all to the rain
But I lie, lie straight to the mirror
The one I've broken to match my face

The trash fire is warm
But nowhere safe from the storm
And I can't bear to see
What I've let me be
So wicked and worn

So as I write to you, yeah
Of what is done and to do, yeah
Maybe you'll understand
And won't cry for this man
'cause low man is due

Please forgive me
Please forgive me

So low the sky is all I see
All I want from you is forgive me
So you bring this poor dog in from the rain
Though he just wants right back out again

My eyes seek reality
My fingers seek my veins

 



O que lhes vai à alma?
Será choro, será calma?
Atirei- lhes o fogo ardente mas não ardeu.
Pois não se pode matar o que já morreu.

Será que vais amando?
Vais mentido, vais lutando?
Lutando pelo motivo errado.
Ao final sendo tudo enterrado.
 
Pobres mortais se matam sem saber.
O que há por trás do ganhar ou perder
Pregam seus atos como heroísmo.
Cavando seu próprio abismo.


Sua aparência é dura e sangrenta.
Sua alma, vazia e cinzenta.
Vives num poço de lama e limo.
É o adulto que matou seu menino.




Que queres menino triste?
Que me para no farol?
Que sonho escuro que viste?
Pois teus olhos não veem o sol.

Tua madrasta é a rua.
Com teu cimento gelado.
E de noite, nem a lua
te da um olhar de trocado.

Quem te largou nesse mundo
para pedires esmola?
Se roubas, és vagabundo...
Mas quem te roubou a escola?

E quem te arrancou da mão
um brinquedo e uma esperança?
Quem te tirou sem perdão,
o direito de ser criança?

Tua escola é a calçada
que frequentas todo em trapos.
Se o dia não lhe rende nada,
logo apanhas uns sopapos.

Menino no olhar me implora
muito mais do que um favor.
Queria que tuas horas
fossem preenchidas de amor.

Mas o que vês são os carros!
Passam depressa, sem dó.
Os sorrisos te são raros.
O Brasil te deixa só.

Minha poesia já chora:
Os meninos são milhões.
Será que as pessoas de agora
perderam  seus corações?

Vá correndo minha criança musa
pedir ao homem tão duro.
Que das riquezas abusa,
que reparta seu futuro!

Poderá  haver perdão,
dizei  me vós, Senhor Deus.
Para a megera nação
que trata assim os filhos seus?

E a musa conclama alto,
com resquícios de esperança:
Brasil, não jogues no asfalto
a alma de uma criança!

Me and Myself

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Hoje,
Sou criança num corpo crescido...
Navego imensa com as velas içadas,
Sobre um oceano
nem sempre calmo e tranquilo,
nem sempre colorido e divertido
mas tão meu...

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