Há uma continuidade de
sons intercalados por um silencioso gemido...
Por uma súplica ardente... e por uma saudade
persistente...
Há um mistério no sussurro
do vento, na revoada dos pássaros e no barulho da tempestade...
Há uma melancolia no olhar
que se perde tentando alcançar as estrelas... ...
Tentando elevar as mãos em
ação de graças...
Há um espaço vazio nas
nossas almas que tenta tocar o infinito e que se atormenta nos contratempos das
opções...
Há a sensação de um vazio
crescente e de um sutil desespero...
Há inquietação nas folhas
e fracasso na colheita do sangue...
Há desenganos e
atropelos... Descontinuidade e incertezas...
Há um clamor nas nuvens
que acena na despedida distante e disfarçada...
Há ternura amargurada e
cansada, tombando enfastiada...
Há uma imagem retalhada e
esmagada pelas pegadas e trovoadas...
Há sonhos e acalantos...
Há dor, muita dor... só
dor!...


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