мє αηd мysєłf

мє αηd мysєłf


onde me deixaste

onde me escondeste

antes de me deixares sozinho

nos dias precoces da primavera?

eu deixei-te

porque não conseguias existir

nem nos dias de mudança da

primavera, nem nos do outono

mas apenas quando os dias

estavam no seu tom mais pálido.


Que horas tem um coração?

[junto do tronco e da terra onde a luz inventa a ausência]

Que horas tem a tua ausência?

[i.material]

Que horas tem este meu corpo?

[contorno lento, indizível sombra, vento negado]

Que horas tem uma palavra?

[que opacas mãos escavam neste instante]

Que horas tem esta hora em que o choro de um abraço se demora?

[imóvel boca em que a nuvem se desfaz]

Que horas temos nas horas em que somos?

É sempre tarde. Esta vertigem.

[atada às nossas mãos. longe daqui.]


Deixa que meu olhar te persiga...

Deixa que minha alma te encontre...

Deixa que as tuas asas me ensinem,

A força com que enfrentas a tempestade,

A paz com que deslizas sobre a espuma do mar... e deixa...

Deixa-te voar... Voa ... Voa bem alto... Voa...

Voa até onde ninguém te alcance...

Voa até onde ninguém te prenda...

Voa até onde só tu sabes... Voa...

Voa bem alto... Voa...

E é nesse teu voar que me inspiro...

Nessas asas que me solto...

Nessa força que me prendo...

Nessa ousadia que me rendo... Voa... Voa bem alto...

Voa... e me leva com você.


Vou te contar uma história
Espero que não estremeça
...eu sou a fada do lago...
Que caiu nesse planeta
Muitos me consideram humana
Mas na verdade não sou
Sou um resto de magia
Que Lá do céu despencou
Cansada de andar ao lado
De estrelas e cometas
Resolvi bater as asas
E ir a outro planeta
Mas Lá no lago cai
Por instantes me distrai
Em vez de voar pra frente
Dei marcha ré... Nem percebi
Meu vestido de neve pura
No calor se derreteu
Meus cabelos tão macios
De um castanho sem fim
Começaram a voar...
E nos galhos se prendeu
Por causa... Da valentia
De um forte vento sem fim
Andei quase nua...
assim como faz a lua
Sem saber o que fazer
Cheguei numa estrada torta
Que mais parecia morta
Então o desfecho esperei
Logo avistei alguém
Que vinha nessa direção
Cobri-me com flores  de acácia
Artemísia e manjericão
Era um jovem belo
De feições nobre e gentis
Ofereceu -me ajuda
Desde então não o perdi
Foi o terráqueo mais lindo
Que na vida vi então
Num instante de magia
Me roubou o coração


Da occupare

altrove

in cerca di parole
 

Striature bianche

abbastanza sincere

senza necessità di approdi

seguono sguardi d'orizzonte

in clone filosofiche
 

Sorpresi

intatte
 

Verosimilmente ad

orme

lasciate sulla pelle quando

aprono varchi


Ricerco parole ancoranti

sbordo lo sguardo

vedo solo coerenza

usandoti

come uno stilo -

stiletto guerresco

laminato di luce e di dolce spietatezza

io parlo da sola se a me rispondi viene meno tutto il gioco

ritorno al gusto autarchico della poesia

il mio sguardo che non riesce a fuggire oltre me stessa


Assim terminou minha madrugada,
com uma maçã molhada nas mãos
 (para evitar a cafeína, que me impediria de dormir,
como se fizesse alguma diferença).

Sigo na expectativa de que amanheça o dia
 (mais um),
na expectativa de novo,
que o novo dia traga novas coisas,
um novo ânimo,
como tem sido em todos os anteriores,
enquanto o tempo passa
para nunca mais voltar.

E aquele café velho, antes evitado,
agora parece à saída para suportar a primeira parte desse novo dia,
até quando o calor substituirá a umidade,
e o cansaço da noite sem dormir, após o banho matinal,
virá... e nos fará dormir novamente,
para que fiquemos despertos de novo na próxima madrugada,

evitando carboidratos e refrigerantes de cola,
e procurando frases de efeito em filmes antigos.


Como teu riso dói... como na treva
Os lêmures respondem no infinito:
Tens o aspecto do pássaro maldito,
Que em sânie de cadáveres se ceva!


Filha da noite! A ventania leva
Um soluço de amor pungente, aflito...
Fabíola!... É teu nome!... Escuta é um grito,
Que lacerante para os céus s'eleva!...


E tu folgas, Bacante dos amores,
E a orgia que a mantilha te arregaça,
Enche a noite de horror, de mais horrores...


É sangue, que referve-te na taça!
É sangue, que borrifa-te estas flores!
E este sangue é meu sangue... é meu... Desgraça!



Castro Alves



Quando a insônia, qual lívido vampiro,
Como o arcanjo da guarda do Sepulcro,
Vela à noite por nós,
E banha-se em suor o travesseiro,
E além geme nas franças do pinheiro
Da brisa a longa voz...
Quando sangrenta a luz no alampadário
Estala, cresce, expira, após ressurge,
Como uma alma a penar;
E canta aos guizos rubros da loucura
A febre - a meretriz da sepultura
A rir e a soluçar...
Quando tudo vacila e se evapora,
Muda e se anima, vive e se transforma.
Cambaleia e se esvai...
E da sala na mágica penumbra
Um mundo em trevas rápido se obumbra...
E outro das trevas sai...
Castro Alves




Me pego algumas vezes, impaciente, tentando me lembrar de algumas coisas, das quais eu tenho a certeza absoluta de que sei... coisas corriqueiras como o nome de uma pessoa, a continuação da letra da música que está tocando e que eu já cantei tantas vezes, onde deixei meu celular, onde deixei minha bolsa. Mas essas coisas tão óbvias, algumas vezes estranhamente me fogem da memória, e não adianta, por mais que eu tente, não consigo alcançá-las naquele determinado momento.

Outras vezes sou surpreendida com lembranças inusitadas... Lembranças que não fazem o menor sentido, que surgem totalmente fora do contexto com o presente, como partes coloridas em um retrato preto e branco. É estranho lembrar-se de um cheiro específico, de um sorriso bobo, de um momento sem importância, de um toque... Quando estou vivendo um momento que não condiz com nenhuma delas. Lembranças de coisas tão simples, que ficaram esquecidas como retratos velhos, guardados no fundo do baú de minhas memórias e que surgem aleatoriamente sem serem chamadas e que me surpreendem por serem tão nítidas, por se fazerem sentir tão próximas a mim... Diria que se fechasse os olhos, seria possível tocá-las, mas sei que isso não aconteceria. Já fiquei algumas vezes tocando o ar como quem sente no toque a presença daquilo que traz de volta tudo àquilo que lhe era importante, que lhe traz conforto e paz. E é doloroso abrir os olhos e ver que suas mãos não tocam nada além do vazio.

Nunca sei quando essas lembranças irão surgir, não sei se há algo que as façam surgir, mas sei que elas são como sonhos e fazem com que eu sinta, mesmo que apenas por alguns instantes, vivendo em outro momento, em outro espaço... quem sabe, em outra vida.


...A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa...


O desejo
se enseja
pelas brechas
como sopro
como canto
que se solfeja,
que no calor,
vívido, sobeja...
ímpeto
que devém sonoridade,
que é real,
mas soa como
insanidade.
É rompante...
repente,
coisa de criança,
torrente
sem substancia.

Me and Myself

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Hoje,
Sou criança num corpo crescido...
Navego imensa com as velas içadas,
Sobre um oceano
nem sempre calmo e tranquilo,
nem sempre colorido e divertido
mas tão meu...

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